HENRY EM CORVIS - II
Final da tarde, uma névoa começa a se espalhar por Corvis. Numa estreita viela, suja e mal iluminada e que termina em uma grade a qual impede alguém de cair no rio, é o local onde Henry se encontra. Conforme caminha um cheiro forte de erva seca queimada invade suas narinas. No final do beco, encostado à parede há um gobber fumando um charuto rústico. Eles barganham sobre a informação que Henry necessita, mas este não sente muita confiança e não fecha o acordo, Bokke então vai embora. Henry por sua vez começa a seguir o gobber.
Com a noite caindo e o nevoeiro aumentando, seguir o gobber demonstra ser uma tarefa fácil, porém demorada. A perseguição conduz Henry até uma fábrica abandonada na área da zona portuária; Bokke atravessa o portão e adentra esse local. Entretanto o dia fora cansativo para o perseguidor e ele decide encontrar um local para descansar.
BORKUL EM CORVIS - II
Após ser contratado, o ajudante de mecânico alavanca os negócios do anão Regan, colocando em dia serviços atrasados. Ele se hospeda na estalagem Estrela Cadente que fica a algumas quadras da oficina. Com o passar das semanas e algumas conversas fiadas, o anão descobre que o ogrun não tem os costumes de seu povo, o que faz Regan explicar a ele como é a cultura e o relacionamento entre anões e ogruns em Rhul.
Após um dia inteiro de trabalho consertando um motor, a noite ele vai embora com o serviço concluído e depara-se com uma pessoa caminhando pelas ruas sorrateiramente, alguns momentos depois um trio passa e pergunta a Borkul se ele havia visto o sujeito que havia passado a pouco, porém ele nega que tenha visto tal figura e vai embora. Após uma rápida passada na oficina o ogrun segue para a estalagem em que está hospedado.
Chegando lá, ele gasta um pouco de suas coroas em uma cerveja rala, conversa assuntos comuns com alguns frequentadores do bar e no final vai para seu descanso em seu quarto.
HENRY E BORKUL EM CORVIS - I
Henry caminha pela deserta zona portuária a procura de algum lugar para descansar e encontra um grupo de pessoas que lhe informam uma estalagem próxima, estabelecida no porto mesmo. Ele segue as indicações, atravessando ruas e travessas. Ele entra na última viela e vê uma placa pendurada à frente de uma construção a sua direita, escrito ‘Estrela Cadente’, a hospedaria que haviam lhe indicado. Quando ele está para sair da viela uma figura aparece e lhe dá um chute no tórax, empurrando-o para dentro da viela. Henry rola no chão agilmente sacando sua espada. Seu agressor desembainha uma lâmina curta e surgem mais dois atrás dele, flanqueando-o. Uma rápida conversa esclarece que eles são comparsas do gobber que Henry estava seguindo e que este trio estavam lhe perseguindo.
Borkul acorda com um alvoroço na viela, ele vai até a janela, abre uma fresta e vê uma pessoa cercada por outras 3; às mesmas 3 pessoas que estavam a procura de alguém mais cedo. Ele pega sua maça e desce para a viela.
Enquanto isso, Henry tenta segurar o inimigo à sua frente, mas seu oponente consegue se desvencilhar e rapidamente desfere um soco que por sorte não acerta, somente afasta-o. Em seguida, os dois oponentes que estavam atrás tentam agarrar os braços de Henry, um obtém sucesso mas o outro é empurrado pelo alvo.
Neste momento surge um ogrun alto e robusto carregando uma maça, rápida palavras são trocadas entre ele e o grupo, Henry por sua vez oferece, em troca de ajuda, uma quantia monetária a Borkul. Como forma de findar o acordo, o ogrun golpeia em arco com sua maça no oponente que segurava Henry, ele erra o ataque mas faz com que largue o seu contratante.
Com a oportunidade a vista, Henry empurra quem estava lhe segurando, encaixando seu pé no peito do oponente. Automaticamente ele volta para outro inimigo, girando seu corpo junto sua lâmina, que faz um corte nos braços dele, espirrando sangue. Este que foi acertado, revida ferozmente Henry, mas a dor e a raiva não permitem que ele acerte seu alvo. Um outro que estava mais próximo de Borkul tenta acertá-lo, porém o alvo é mais rápido e consegue se esquivar.
O ogrun, por sua vez, desfere um golpe de cima para baixo com sua maça, quebrando o crânio do oponente, espalhando sangue, pedaços de osso e cérebro. O inimigo mais afastado vê essa cena e corre desenfreado para longe deles e o que havia sido cortado nos braços se desespera e tenta fugir, porém abre a guarda e Henry, que estava mais próximo dele, golpeia-o pelas costas, findando sua vida.
Ele e Borkul entreolham-se, os dois tem o mesmo pensamento e partem em direção ao fugitivo com o ogrun gritando:
— Não deixem o bastardo fugir.
Este, ao olhar para trás e ver um brutamontes em seu encalço, sente seus joelhos dobrarem e perderem a firmeza. Ele pede clemência aos seus perseguidores que iniciam um rápido interrogatório ao qual, Henry demonstra ser um pouco “lunático” ao tentar obter informações. Como resultado do interrogatório, ele descobre que seu prisioneiro conhece Meirin.
Eles escoltam o prisioneiro até a estalagem, em um canto escuro o trio se senta. O interrogatório discorre por alguns minutos, ao qual eles obtêm a informação em qual lugar da cidade subterrânea se encontra Meirin e como chegar até ele, além da senha que é trocada diariamente. Mesmo com essas informações, eles mantêm o prisioneiro com eles por mais um dia para terem certeza que ele não esteja planejando uma emboscada.
SUBINDO O LÍNGUA DO DRAGÃO COM O PESQUEIRO SEREIA DESPIDA
Após consolidado o cargo de capitão a Lupus, um de seus primeiros comandos, sobre o destino do corpo do capitão Doyle, é questionado. Popeye deseja enterrar o falecido, porém a maioria quer jogar o corpo as águas. Esse pequeno desentendimento gera uma ligeira insubordinação que é contida por Davalte. Felizmente a indisciplina foi resolvida sem derramamento de sangue e o corpo do falecido capitão Doyle foi entregue às águas. O barco continua seu percurso subindo o rio Língua do Dragão.
Eles passam distantes de Tarna, o berço da primeira feiticeira, mas ainda conseguem ver filetes de fumaça alçando aos céus. Conforme avançam pelo rio a paisagem vai alterando-se, surgem montanhas ao leste, o curso de água vai afunilando e o som de cachoeira e audível. Quando chegam à frente desta queda d’água, uma imponente cidade, construída nas paredes ao lado da cachoeira, ergue-se desde o nível mais baixo, no qual o pesqueiro está, até o nível mais alto no cume da cascata. E, edificado através dessa cidade, um conjunto de eclusas administram a vazão de águas da cachoeira além de levarem os navios rio acima e abaixo. Cabo Bourne é seu nome. Aos pés da cidade, um agrupamento de barcos militares carregados de canhões protegem a cidade e um deles aborda o pesqueiro. Como de praxe, os militares da fronteira, soldados carregando rifles e espadas mekânicas, averiguam o destino e o objetivo do barco adentrando no pesqueiro e interrogando capitão e tripulantes, além de verificar documentos, carregamentos e outros compartimentos do navio. Quando o Sereia Despida é liberado a subir Cabo Bourne, o capitão Lupus repreende aqueles que tinham a ideia de manter o corpo do falecido capitão no navio.
EM CABO BOURNE E DEPOIS, CONTINUANDO NO LÍNGUA DO DRAGÃO
Atravessar todas as eclusas, por motivo da guerra, leva de 3 a 5 dias. Como uma distração para passar esse tempo, alguns tripulantes vão para a cidade enquanto outro fica a bordo do barco. Na cidade carregada de militares, em uma taverna, Islene paga uma rodada de bebida para os membros da tripulação e o capitão participa de uma jogatina (de gwent) demonstrando toda sua habilidade em apostas a qual ele ganha dos participantes. Conforme o pesqueiro adentra em um novo nível, os tripulantes vão passar o seu tempo na cidade enquanto um fica no barco esperando a eclusa encher; essas funções são revezadas, mas para aquele que fica no barco é entediante.
A “escalada” da cidade segue muito rápido e no começo do 3º dia, ao qual seria findada a subida da cidade, a vazão de água para encher a eclusa se fecha sem previsão de preenchimento. Boatos chegam aos membros do pesqueiro relatando que talvez seja motivo da guerra. Com essa incerta previsão, Edmond se movimenta e decide procurar outros possíveis tripulantes para o pesqueiro com aval do capitão; este o segue. No final das contas eles encontram alguns tripulantes.
Após 3 dias o pesqueiro já deveria ter chegado no topo porém ele se encontra atrasado por conta de um problema desconhecido. No final do 5º dia a eclusa começa a encher e os tripulantes do pesqueiro aguardam dormindo no barco.
Edmond acorda com um barulho no meio da noite, sobressaltado ele olha ao redor da cabine, olha para seus companheiros que estão dormindo e também através da escotilha para o lado de fora. Ele vê que está tudo normal e tenta voltar a dormir. Passado alguns minutos ele ouve novamente o mesmo som; Edmond então sai nas pontas dos pés para averiguar a origem do som. Ele olha pelo corredor vazio e sobe as escadas em direção ao convés, espera seus olhos se acostumarem a escuridão e vê a portinhola do deck de peixes aberta. Desarmado, Edmond volta sorrateiramente e acorda o capitão informando-lhe do ocorrido, este ordena que chamem os outros tripulantes e vai ao convés. Os tripulantes acordam e se armam, quando estão prontos para subir ouvem um estouro do convés, eles correm e vêem um corpo encostado na mureta do navio e o cano da arma do capitão fumegando.
Edmond averigua o corpo e encontra gazuas com o falecido, enquanto isso, o capitão solicita uma lanterna e verifica o deck de peixes e não vê nenhum comparsa escondido, somente os peixes revirados e um saco vazio. Um barco de patrulha se aproxima e aborda o pesqueiro, informações são trocadas e averiguadas entre os tripulantes de ambos os barcos. Dentre elas, a alcunha do assaltante, ele era chamado de Três Dentes e que se ele estava no pesqueiro é porque algo de valor eles possuem para roubar, entretanto o oficial da patrulha não compreendeu muito bem o que Três Dentes fazia no deck de peixes. Como de praxe, um relatório sobre o ocorrido é feito e isso gasta algumas horas. Já é manhã quando tudo é efetuado.No final do dia é completada a última eclusa e o pesqueiro recebe os marinheiros contratados.
No topo, um lago é formado e eles começam a atravessá-lo; presença de barcos militares é constante e é possível ouvir, vindo da margem cygnarana, sons de tropas em exercício. Após algumas horas de navegação no lago, eles chegam a uma das maravilhas estruturais cygnaranas, o Castelo Ponte de Pedra, um forte militar contendo inúmeras tropas de diversos tipos e gigantes de guerra. Um ponte de pedra desponta à sua frente e atravessa o Língua do Dragão, perdendo-se de vista no horizonte oeste. Eles pagam o pedágio cobrado e seguem o caminho para Corvis.
DURANTE A NOITE, NO LÍNGUA DO DRAGÃO
Para acelerar a viagem, ao invés de ancorarem em algum lugar, o pesqueiro segue noite adentro navegando pelo rio em baixa velocidade. Edmond guia o barco enquanto os outros membros estão descansando, quando ele escuta um barulho conhecido de motor, ele olha ao redor e vê a silhueta de um barco com fracas luzes à popa do pesqueiro, aparentemente em alta velocidade. Ele, então, aciona o apito do barco alertando a todos os tripulantes. O capitão levanta-se gritando a todos estarem a postos e todos sobem para o convés do barco; ele manda colocarem o barco a todo vapor enquanto o barco à popa aciona o farolete a procura do pesqueiro. O capitão passa informações ao timoneiro orientando-o como conduzir o barco, e cada um dos tripulantes tentam executar suas funções com esmero. Ele também indica a Frederico que prepare bolsas contendo óleo para jogar no perseguidor se ele parear com o pesqueiro.
Frederico, enquanto prepara as bolsas de óleo, pede para Popeye para ligar o farolete com luneta e ver se consegue observar alguém no outro barco. Popeye o faz, o capitão pergunta quais são as bandeiras, a qual Popeye responde que não há bandeiras e que o nome que vem no costado do barco está coberto com tinta branca recente, pois ela está escorrida diagonalmente por efeito do vento, concluindo que são piratas. O capitão por sua vez, se direciona para a popa e prepara sua quadrangular, esperando que eles cheguem perto o suficiente para um bom tiro.
Popeye também vê, enquanto opera o farolete, que os tripulantes estão carregando e aparafusando algo para a proa do barco, porém não fala nada disso a ninguém, afinal, dá tempo, pois o capitão diz para colocar o farolete diretamente no timoneiro do barco perseguidor. Essa ação faz com que toda a perseguição se altere, pois o timoneiro se surpreende, fazendo que o barco balance e os tripulantes, preparados para a abordagem, se assustem, disparando desordenadamente para todos os lados. Com isso, o pesqueiro ganha velocidade e parte, deixando para trás o barco perseguidor desorientado. Mesmo despistando o perseguidor, o capitão decide manter a velocidade do pesqueiro, mantendo alguns membros de prontidão, mesmo que isso não seja necessário.
Final da tarde, uma névoa começa a se espalhar por Corvis. Numa estreita viela, suja e mal iluminada e que termina em uma grade a qual impede alguém de cair no rio, é o local onde Henry se encontra. Conforme caminha um cheiro forte de erva seca queimada invade suas narinas. No final do beco, encostado à parede há um gobber fumando um charuto rústico. Eles barganham sobre a informação que Henry necessita, mas este não sente muita confiança e não fecha o acordo, Bokke então vai embora. Henry por sua vez começa a seguir o gobber.
Com a noite caindo e o nevoeiro aumentando, seguir o gobber demonstra ser uma tarefa fácil, porém demorada. A perseguição conduz Henry até uma fábrica abandonada na área da zona portuária; Bokke atravessa o portão e adentra esse local. Entretanto o dia fora cansativo para o perseguidor e ele decide encontrar um local para descansar.
BORKUL EM CORVIS - II
Após ser contratado, o ajudante de mecânico alavanca os negócios do anão Regan, colocando em dia serviços atrasados. Ele se hospeda na estalagem Estrela Cadente que fica a algumas quadras da oficina. Com o passar das semanas e algumas conversas fiadas, o anão descobre que o ogrun não tem os costumes de seu povo, o que faz Regan explicar a ele como é a cultura e o relacionamento entre anões e ogruns em Rhul.
Após um dia inteiro de trabalho consertando um motor, a noite ele vai embora com o serviço concluído e depara-se com uma pessoa caminhando pelas ruas sorrateiramente, alguns momentos depois um trio passa e pergunta a Borkul se ele havia visto o sujeito que havia passado a pouco, porém ele nega que tenha visto tal figura e vai embora. Após uma rápida passada na oficina o ogrun segue para a estalagem em que está hospedado.
Chegando lá, ele gasta um pouco de suas coroas em uma cerveja rala, conversa assuntos comuns com alguns frequentadores do bar e no final vai para seu descanso em seu quarto.
HENRY E BORKUL EM CORVIS - I
Henry caminha pela deserta zona portuária a procura de algum lugar para descansar e encontra um grupo de pessoas que lhe informam uma estalagem próxima, estabelecida no porto mesmo. Ele segue as indicações, atravessando ruas e travessas. Ele entra na última viela e vê uma placa pendurada à frente de uma construção a sua direita, escrito ‘Estrela Cadente’, a hospedaria que haviam lhe indicado. Quando ele está para sair da viela uma figura aparece e lhe dá um chute no tórax, empurrando-o para dentro da viela. Henry rola no chão agilmente sacando sua espada. Seu agressor desembainha uma lâmina curta e surgem mais dois atrás dele, flanqueando-o. Uma rápida conversa esclarece que eles são comparsas do gobber que Henry estava seguindo e que este trio estavam lhe perseguindo.
Borkul acorda com um alvoroço na viela, ele vai até a janela, abre uma fresta e vê uma pessoa cercada por outras 3; às mesmas 3 pessoas que estavam a procura de alguém mais cedo. Ele pega sua maça e desce para a viela.
Enquanto isso, Henry tenta segurar o inimigo à sua frente, mas seu oponente consegue se desvencilhar e rapidamente desfere um soco que por sorte não acerta, somente afasta-o. Em seguida, os dois oponentes que estavam atrás tentam agarrar os braços de Henry, um obtém sucesso mas o outro é empurrado pelo alvo.
Neste momento surge um ogrun alto e robusto carregando uma maça, rápida palavras são trocadas entre ele e o grupo, Henry por sua vez oferece, em troca de ajuda, uma quantia monetária a Borkul. Como forma de findar o acordo, o ogrun golpeia em arco com sua maça no oponente que segurava Henry, ele erra o ataque mas faz com que largue o seu contratante.
Com a oportunidade a vista, Henry empurra quem estava lhe segurando, encaixando seu pé no peito do oponente. Automaticamente ele volta para outro inimigo, girando seu corpo junto sua lâmina, que faz um corte nos braços dele, espirrando sangue. Este que foi acertado, revida ferozmente Henry, mas a dor e a raiva não permitem que ele acerte seu alvo. Um outro que estava mais próximo de Borkul tenta acertá-lo, porém o alvo é mais rápido e consegue se esquivar.
O ogrun, por sua vez, desfere um golpe de cima para baixo com sua maça, quebrando o crânio do oponente, espalhando sangue, pedaços de osso e cérebro. O inimigo mais afastado vê essa cena e corre desenfreado para longe deles e o que havia sido cortado nos braços se desespera e tenta fugir, porém abre a guarda e Henry, que estava mais próximo dele, golpeia-o pelas costas, findando sua vida.
Ele e Borkul entreolham-se, os dois tem o mesmo pensamento e partem em direção ao fugitivo com o ogrun gritando:
— Não deixem o bastardo fugir.
Este, ao olhar para trás e ver um brutamontes em seu encalço, sente seus joelhos dobrarem e perderem a firmeza. Ele pede clemência aos seus perseguidores que iniciam um rápido interrogatório ao qual, Henry demonstra ser um pouco “lunático” ao tentar obter informações. Como resultado do interrogatório, ele descobre que seu prisioneiro conhece Meirin.
Eles escoltam o prisioneiro até a estalagem, em um canto escuro o trio se senta. O interrogatório discorre por alguns minutos, ao qual eles obtêm a informação em qual lugar da cidade subterrânea se encontra Meirin e como chegar até ele, além da senha que é trocada diariamente. Mesmo com essas informações, eles mantêm o prisioneiro com eles por mais um dia para terem certeza que ele não esteja planejando uma emboscada.
SUBINDO O LÍNGUA DO DRAGÃO COM O PESQUEIRO SEREIA DESPIDA
Após consolidado o cargo de capitão a Lupus, um de seus primeiros comandos, sobre o destino do corpo do capitão Doyle, é questionado. Popeye deseja enterrar o falecido, porém a maioria quer jogar o corpo as águas. Esse pequeno desentendimento gera uma ligeira insubordinação que é contida por Davalte. Felizmente a indisciplina foi resolvida sem derramamento de sangue e o corpo do falecido capitão Doyle foi entregue às águas. O barco continua seu percurso subindo o rio Língua do Dragão.
Eles passam distantes de Tarna, o berço da primeira feiticeira, mas ainda conseguem ver filetes de fumaça alçando aos céus. Conforme avançam pelo rio a paisagem vai alterando-se, surgem montanhas ao leste, o curso de água vai afunilando e o som de cachoeira e audível. Quando chegam à frente desta queda d’água, uma imponente cidade, construída nas paredes ao lado da cachoeira, ergue-se desde o nível mais baixo, no qual o pesqueiro está, até o nível mais alto no cume da cascata. E, edificado através dessa cidade, um conjunto de eclusas administram a vazão de águas da cachoeira além de levarem os navios rio acima e abaixo. Cabo Bourne é seu nome. Aos pés da cidade, um agrupamento de barcos militares carregados de canhões protegem a cidade e um deles aborda o pesqueiro. Como de praxe, os militares da fronteira, soldados carregando rifles e espadas mekânicas, averiguam o destino e o objetivo do barco adentrando no pesqueiro e interrogando capitão e tripulantes, além de verificar documentos, carregamentos e outros compartimentos do navio. Quando o Sereia Despida é liberado a subir Cabo Bourne, o capitão Lupus repreende aqueles que tinham a ideia de manter o corpo do falecido capitão no navio.
EM CABO BOURNE E DEPOIS, CONTINUANDO NO LÍNGUA DO DRAGÃO
Atravessar todas as eclusas, por motivo da guerra, leva de 3 a 5 dias. Como uma distração para passar esse tempo, alguns tripulantes vão para a cidade enquanto outro fica a bordo do barco. Na cidade carregada de militares, em uma taverna, Islene paga uma rodada de bebida para os membros da tripulação e o capitão participa de uma jogatina (de gwent) demonstrando toda sua habilidade em apostas a qual ele ganha dos participantes. Conforme o pesqueiro adentra em um novo nível, os tripulantes vão passar o seu tempo na cidade enquanto um fica no barco esperando a eclusa encher; essas funções são revezadas, mas para aquele que fica no barco é entediante.
A “escalada” da cidade segue muito rápido e no começo do 3º dia, ao qual seria findada a subida da cidade, a vazão de água para encher a eclusa se fecha sem previsão de preenchimento. Boatos chegam aos membros do pesqueiro relatando que talvez seja motivo da guerra. Com essa incerta previsão, Edmond se movimenta e decide procurar outros possíveis tripulantes para o pesqueiro com aval do capitão; este o segue. No final das contas eles encontram alguns tripulantes.
Após 3 dias o pesqueiro já deveria ter chegado no topo porém ele se encontra atrasado por conta de um problema desconhecido. No final do 5º dia a eclusa começa a encher e os tripulantes do pesqueiro aguardam dormindo no barco.
Edmond acorda com um barulho no meio da noite, sobressaltado ele olha ao redor da cabine, olha para seus companheiros que estão dormindo e também através da escotilha para o lado de fora. Ele vê que está tudo normal e tenta voltar a dormir. Passado alguns minutos ele ouve novamente o mesmo som; Edmond então sai nas pontas dos pés para averiguar a origem do som. Ele olha pelo corredor vazio e sobe as escadas em direção ao convés, espera seus olhos se acostumarem a escuridão e vê a portinhola do deck de peixes aberta. Desarmado, Edmond volta sorrateiramente e acorda o capitão informando-lhe do ocorrido, este ordena que chamem os outros tripulantes e vai ao convés. Os tripulantes acordam e se armam, quando estão prontos para subir ouvem um estouro do convés, eles correm e vêem um corpo encostado na mureta do navio e o cano da arma do capitão fumegando.
Edmond averigua o corpo e encontra gazuas com o falecido, enquanto isso, o capitão solicita uma lanterna e verifica o deck de peixes e não vê nenhum comparsa escondido, somente os peixes revirados e um saco vazio. Um barco de patrulha se aproxima e aborda o pesqueiro, informações são trocadas e averiguadas entre os tripulantes de ambos os barcos. Dentre elas, a alcunha do assaltante, ele era chamado de Três Dentes e que se ele estava no pesqueiro é porque algo de valor eles possuem para roubar, entretanto o oficial da patrulha não compreendeu muito bem o que Três Dentes fazia no deck de peixes. Como de praxe, um relatório sobre o ocorrido é feito e isso gasta algumas horas. Já é manhã quando tudo é efetuado.No final do dia é completada a última eclusa e o pesqueiro recebe os marinheiros contratados.
No topo, um lago é formado e eles começam a atravessá-lo; presença de barcos militares é constante e é possível ouvir, vindo da margem cygnarana, sons de tropas em exercício. Após algumas horas de navegação no lago, eles chegam a uma das maravilhas estruturais cygnaranas, o Castelo Ponte de Pedra, um forte militar contendo inúmeras tropas de diversos tipos e gigantes de guerra. Um ponte de pedra desponta à sua frente e atravessa o Língua do Dragão, perdendo-se de vista no horizonte oeste. Eles pagam o pedágio cobrado e seguem o caminho para Corvis.
DURANTE A NOITE, NO LÍNGUA DO DRAGÃO
Para acelerar a viagem, ao invés de ancorarem em algum lugar, o pesqueiro segue noite adentro navegando pelo rio em baixa velocidade. Edmond guia o barco enquanto os outros membros estão descansando, quando ele escuta um barulho conhecido de motor, ele olha ao redor e vê a silhueta de um barco com fracas luzes à popa do pesqueiro, aparentemente em alta velocidade. Ele, então, aciona o apito do barco alertando a todos os tripulantes. O capitão levanta-se gritando a todos estarem a postos e todos sobem para o convés do barco; ele manda colocarem o barco a todo vapor enquanto o barco à popa aciona o farolete a procura do pesqueiro. O capitão passa informações ao timoneiro orientando-o como conduzir o barco, e cada um dos tripulantes tentam executar suas funções com esmero. Ele também indica a Frederico que prepare bolsas contendo óleo para jogar no perseguidor se ele parear com o pesqueiro.
Frederico, enquanto prepara as bolsas de óleo, pede para Popeye para ligar o farolete com luneta e ver se consegue observar alguém no outro barco. Popeye o faz, o capitão pergunta quais são as bandeiras, a qual Popeye responde que não há bandeiras e que o nome que vem no costado do barco está coberto com tinta branca recente, pois ela está escorrida diagonalmente por efeito do vento, concluindo que são piratas. O capitão por sua vez, se direciona para a popa e prepara sua quadrangular, esperando que eles cheguem perto o suficiente para um bom tiro.
Popeye também vê, enquanto opera o farolete, que os tripulantes estão carregando e aparafusando algo para a proa do barco, porém não fala nada disso a ninguém, afinal, dá tempo, pois o capitão diz para colocar o farolete diretamente no timoneiro do barco perseguidor. Essa ação faz com que toda a perseguição se altere, pois o timoneiro se surpreende, fazendo que o barco balance e os tripulantes, preparados para a abordagem, se assustem, disparando desordenadamente para todos os lados. Com isso, o pesqueiro ganha velocidade e parte, deixando para trás o barco perseguidor desorientado. Mesmo despistando o perseguidor, o capitão decide manter a velocidade do pesqueiro, mantendo alguns membros de prontidão, mesmo que isso não seja necessário.
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