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EDMOND

Um explorador que prestava serviço há um bom tempo sob a bandeira do capitão Caldini Corazo, viu ruir sua fama e seu respeito por conta de uma mentira e da insubordinação de outros. Ele trabalhava com este capitão e sua tripulação há tempos e havia adquirido confiança e respeito deles.
Quando estavam em alto mar, voltando de uma missão que não havia dado frutos, uma boa parte da tripulação elaborou um motim, porém infrutífero.
No fim do conflito, quando o motim havia sido suprimido, aqueles que haviam participado foram julgados. Os líderes da insurreição foram condenados à penalidade da “cale”, na qual uma corda fora passada por baixo do navio; suas mãos e pés foram atadas e amarradas a essa corda. E por fim, eles foram passados imersos por baixo do navio, de bombordo a estibordo, rasgando suas peles nos afiados crustáceos fixados no casco.
Aqueles que não haviam morrido no conflito foram encarcerados e levados à terra. Quando o navio desembarcou no porto, os motineiros foram condenados ao exílio e marcados com ferro quente no ombro para demonstrar sua vergonha e impedi-los de retornar a cidade.

Dentre esses que foram exilados estava Edmond. Ele não havia participado da rebelião, mas por causa de um testemunho falso feito por Jean ele fora condenado como os outros. Então, exilado de sua cidade natal, distanciado de sua família e impedido de exercer sua função naquele local, Edmond parte para outras paragens.

Agora tudo que ele tem em como posse é o desejo de retornar para seus familiares e provar sua inocência.

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