Este ogrun teve um início de vida complicada. Diferente dos demais semelhantes de sua raça, ele não foi criado sob a cultura e muito menos por uma família ogrun. Em sua tenra idade, por motivos desconhecidos, ele foi destituído de seus pais. Não sofrendo as influências da cultura ogrun e não sendo instruído em seus ritos e costumes, ele ficou durante anos, até um pouco mais que sua maturidade, sob a tutela de humanos.
E eis que o adjetivo “complicado” demonstra seu sentido. Ogruns em sua sociedade rhúlica ou semelhante tendem a seguirem o que é esperado, ou seja, após chegarem a certa idade, eles aperfeiçoam suas habilidades e conhecimentos com um único objetivo, encontrarem um senhor para jurar sua lealdade e alcançarem o almejado korune; a relação entre vassalo e senhor, na qual o vassalo vai servir o senhor da melhor forma possível, mesmo que isso dependa de sua vida.
Bem, nosso ogrun não foi educado nessas singularidades.
Pelo contrário, seu vácuo de cultura foi preenchido pela ganância humana; sua vontade de jurar lealdade foi substituída pela necessidade; entretanto, uma coisa permaneceu congruente ao que é esperado dessa raça; sua brutalidade.
Este ogrun foi criado por pessoas que não eram comuns fazendeiros ou reles ferreiros. Não, essas pessoas que receberam Borkul, de braços mais que abertos, eram na verdade homens e mulheres que faziam de sua lâmina e de sua pólvora seu ganha pão. Silverblood é o nome da companhia mercenária, comandada por dois tordoranos, Piero e Lena Arcosi, dois irmãos que investiram o pouco que juntaram nesta companhia.
O líder Piero Arcosi, como qualquer pessoa perceptiva, viu em Borkul um ser que poderia acrescentar muito na companhia. Como tal, fez o suficiente para alimentá-lo e mantê-lo vivo. A fiel irmã do líder, Lena Arcosi, recebeu Borkul como um ajudante eficiente e tratou de graduá-lo nos conhecimentos mekânicos. Porém, ao longo de sua carreira mercenária, Borkul presenciou muitas situações rotineiras, que a principio ele não entendia, mas conforme ganhava mais maturidade ele compreendia.
Muitos membros, durante a estadia de Borkul na companhia, entravam e saiam, uns com vida outros sem ela. Mas aqueles que possuíam conhecimento sobre os ogruns, sempre ao perceberem que Borkul seria um pária entre os seus, agrediam-no verbalmente, demonstrando desprezo e escárnio sobre ele e sua raça.
Com o passar do tempo, conforme Borkul crescia, ele adquiria respeito e temor dos outros membros da companhia, mas mesmo isso não impedia comentários infames proferidos por aqueles que dele tinham ressentimento. Anos decorridos e uma boa administração fez com que os Silverblood crescessem e ganhasse certo renome.
Em uma missão importante, em que Borkul participava, muitos erros aconteceram; a missão custou a vida do líder e com isso, o posto de Borkul. Ele foi expulso dos Silverblood, mas não sem “fazer um saque” do ele dizia ser parte dos seus investimentos para o sucesso da companhia.
Agora, Borkul e seu companheiro movido a vapor encontram-se em Corvis.
E eis que o adjetivo “complicado” demonstra seu sentido. Ogruns em sua sociedade rhúlica ou semelhante tendem a seguirem o que é esperado, ou seja, após chegarem a certa idade, eles aperfeiçoam suas habilidades e conhecimentos com um único objetivo, encontrarem um senhor para jurar sua lealdade e alcançarem o almejado korune; a relação entre vassalo e senhor, na qual o vassalo vai servir o senhor da melhor forma possível, mesmo que isso dependa de sua vida.
Bem, nosso ogrun não foi educado nessas singularidades.
Pelo contrário, seu vácuo de cultura foi preenchido pela ganância humana; sua vontade de jurar lealdade foi substituída pela necessidade; entretanto, uma coisa permaneceu congruente ao que é esperado dessa raça; sua brutalidade.
Este ogrun foi criado por pessoas que não eram comuns fazendeiros ou reles ferreiros. Não, essas pessoas que receberam Borkul, de braços mais que abertos, eram na verdade homens e mulheres que faziam de sua lâmina e de sua pólvora seu ganha pão. Silverblood é o nome da companhia mercenária, comandada por dois tordoranos, Piero e Lena Arcosi, dois irmãos que investiram o pouco que juntaram nesta companhia.
O líder Piero Arcosi, como qualquer pessoa perceptiva, viu em Borkul um ser que poderia acrescentar muito na companhia. Como tal, fez o suficiente para alimentá-lo e mantê-lo vivo. A fiel irmã do líder, Lena Arcosi, recebeu Borkul como um ajudante eficiente e tratou de graduá-lo nos conhecimentos mekânicos. Porém, ao longo de sua carreira mercenária, Borkul presenciou muitas situações rotineiras, que a principio ele não entendia, mas conforme ganhava mais maturidade ele compreendia.
Muitos membros, durante a estadia de Borkul na companhia, entravam e saiam, uns com vida outros sem ela. Mas aqueles que possuíam conhecimento sobre os ogruns, sempre ao perceberem que Borkul seria um pária entre os seus, agrediam-no verbalmente, demonstrando desprezo e escárnio sobre ele e sua raça.
Com o passar do tempo, conforme Borkul crescia, ele adquiria respeito e temor dos outros membros da companhia, mas mesmo isso não impedia comentários infames proferidos por aqueles que dele tinham ressentimento. Anos decorridos e uma boa administração fez com que os Silverblood crescessem e ganhasse certo renome.
Em uma missão importante, em que Borkul participava, muitos erros aconteceram; a missão custou a vida do líder e com isso, o posto de Borkul. Ele foi expulso dos Silverblood, mas não sem “fazer um saque” do ele dizia ser parte dos seus investimentos para o sucesso da companhia.
Agora, Borkul e seu companheiro movido a vapor encontram-se em Corvis.

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